Soneto de fidelidade
De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
Vinícius de Moraes (1913 - 1980)
terça-feira, 28 de março de 2006
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Aos 24 anos pensamos... embora os 24 já tenham passado: este será sempre o 24! Um ano que tanto marcou a minha vida!

1 Comments:
Always...I Feel It...I See It So Clear...It's Really Always...*****
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